quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Revitalização em mais ruas de Porto Velho

A prefeitura de Porto Velho continua com seu projeto de revitalização dos bairros, como principais propósitos de infra-estruturar ruas com visão de trêfego estratégico, na Rua Pirapitinga se encontra em andamento obras de duplicação no trecho que liga a Av. Guaporé BR-364, todo o trecho da obra que tinha como seguimento até a Piraptinga foi contratada pela empresa CANTER, para execução de serviço como drenagem e criação galeria de arte, com fins de estruturar melhor as vias urbanas para evitar eventuais problemas de trafego na cidade, moradores que se situam ao redor do campo de execução das obras, relatam que era necessário a ampliação da rua, para melhor escoamento de trafego, “não que era algo de constante engarrafamento, mais sim para seguir o pacote de melhoria urbana na cidade” disse o morador José Antunis que mora próximo ao Cemetron. Ana, moradora do Condomínio Lagoa Dourada que fica de frente para a Rua Pirapitinga diz, “eu acho ótimo, desde que haja sinalização, pois se nesta rua os carros já trafegam em alta velocidade, com asfalto se tornará uma pista de corrida assassina, pois há muitas crianças que moram aqui ao lado e vivem brincando na rua”.

Muitos bairros já foram beneficiados pela revitalização da cidade, alguns ainda aguardam o termino das obras.

Poliana Zanini


SMS: "veja o que moradores de Porto Velho estão pensando sobre a revitalização nos bairros da cidade" (46carcts)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ficha Limpa (Mundo Estranho)

Durante meses, o povo brasileiro lutou para conseguir a porcentagem exigida pelo Congresso para aceitar um projeto de Lei de iniciativa popular, 1,3 milhões de assinaturas foram coletadas e eis que o projeto chega ao Supremo Tribunal Federal.

Hoje, a população acordou ansiosa com quem assiste decisão da Copa Do Mundo para saber o resultado da votação no STF, alguns até tiveram pesadelo de que o projeto seria reprovado, quase como em uma premonição, a votação foi de 5 a 5 (como já era de se esperar), sendo marcada uma nova discussão para debater a Lei.

Em um país onde a corrupção é mais ‘pervertida’ que o carnaval e tudo acaba em pizza, não devemos esperar muito da segunda rodada “Ficha Limpa”, pelo visto, o STF não gosta de ver tudo ‘branco no branco’.

Ficha Limpa (Veja)

O projeto Ficha Limpa é uma campanha da sociedade civil brasileira, que tem como objetivo melhor o perfil dos candidatos e candidatas aos cargos eletivos do país. Este projeto é uma iniciativa popular, previsto na Constituição que permite que um projeto de lei seja apresentado ao Congresso.

O projeto circulou pelo país e recebeu mais de 1,3 milhões de assinaturas em favor, correspondendo as condições do congresso de 1% dos eleitorados. No dia 29 de setembro, porém, o Supremo Tribunal Federal entrou em votação para provação do projeto no dia 24 de setembro, ainda sem sucesso, o Ficha Limpa teve empate de 5 a 5 na votação. O STF pode retornar na próxima segunda-feira (27) para uma nova discussão.

Segundo o regimento interno da Corte, o presidente do STF, Cezar Peluso, tem a prerrogativa de desempatar o placar, porém, ele prefeiru não utilizar o voto de desempate. “Meu voto não vale mais que o de qualquer dos outros ministros, Se valesse, cinco não teriam discordado”, afirmou Peluso.

Só resta àqueles que esperam por justiça a decisão.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Medo e Delírio a caminho da Uniron


São 18:26, “melhor eu correr se não estou ferrada”, é o que penso todos os dias ao entrar no carro e ir para a faculdade. Estudo na Uniron Campus Mamoré, como o nome do campos já diz, ele fica na Avenida Mamoré, sem dúvida a Avenida mais caótica dessa cidade, mas há cerca de dois anos não era assim, eu saía pouco antes do horário da aula sem me preocupar em enfrentar uma fila imensa de carros que não conseguem se posicionar em uma fila, eram apenas 10 ou 15 minutos entre minha casa e a faculdade, minha maior preocupação era não atropelar um ciclista (ou melhor os donos da Mamoré), hoje tenho que me preocupar com mais ciclistas, motociclistas, c

arros, caminhões e “moto-taxi” (porque estes estão em outro gênero de motorista da qual ainda não consegui encontrar classificação).

Ah! Não posso me esquecer dos retrovisores do meu carro, que sofrem com a falta de piedade dos motociclistas e moto-taxistas.

Quando as famosas Usinas chegaram na cidade, pensei “poxa, agora é a hora da evolução”, porém, a cidade inflou, a economia começou a girar, o fluxo de carros cresceu, a SAGA não para de fazer promoções baseada no filme “300” mas uma coisa continuou com a mentalidade de cidade pequena, o DETRAN, ta não posso culpa-lo, pois sei que eles culparão a prefeitura, que irá culpar o governo que depois vai culpar o governo federal, e por ai vai, bola de neve sem fim, como sempre, mas com toda essa ‘historia’

acontecendo agente espera que as coisas comecem a melhorar, e não a piorar, muita gente reclama do transito de São Paulo, ta certo, lá o congestionamento não é só de 30 minutos, mas ao menos a cidade é sinalizada, cheia de placas, e aqui? (como é que os trabalhadores de fora dirigem nessa cidade sem placas?), tudo que vejo é pintarem meio-fio de branco, e maravilha!

Então vamos recapiar as ruas, t

ampa buracos, abrir novos caminhos, obras, obras, afinal é tempo de eleição, que beleza! Que beleza!? Obras paradas, obras atrasadas ou no melhor estilo ‘tampar o sol com a peneira’ como na Avenida Vieira Caúla, só pra fazer uns moradores felizes. Avenida Mamoré, onde trafegam milhares de carros, bicicletas, motos, caminhões, seria duplicada. SERIA, pois tudo que eu vejo no caminho é buraco, abrem um buraco, fingem que fazem algo, jogam uma terrinha de qualquer jeito, e os motoristas que se danem, afinal, ninguém reclama de nada mesmo não é?


E é nessa Avenida que eu e alunos como Rafael Paulo passam todos os dias para chegar a faculdade que é o meu caminho e de muitos outros que vão pra faculdade. Ele segue da Avenida Calama até a Mamoré, antes esse trajeto era de 15 minutos, hoje é o dobro, pra amenizar o caos, foram colocados uma série de semáforos de quatro tempos, ou seja, como meu pai diz, serviço de porco.

Outro trajeto (que eu não ouso utilizar para ir) é a BR-364, que devido a uma obra do PAC está visivelmente empacada, os viadutos que estão sendo construídos ali para facilitar o transito da rodovia que atravessa a cidade, por hora não ajudou em nada, os desvios são confusos, e como há guarda de reio que divide a BR, quem utiliza esse caminho, tem que passar cerca de um kilometro da faculdade para poder

fazer o retorno. Quelli Cristina aluna da Uniron que abordei no corredor, me contou que antes levava 15 minutos da Zona Sul até a faculdade por este caminho, hoje leva pelo menos 30 minutos, e acredita que mesmo com os viadutos, a tendência é piorar. Se você já acha isso um pesadelo, imagine pegar um ônibus? Você não vem dirigindo estressado, mas vem apertadinho e sentindo aquele aroma ‘delicioso’ de operário.

Seja qual for o caminho, sempre parecerá “um beco sem saída”. O negocio é ter fé! Fé que seu carro, moto ou qualquer outro veículo que utilize volte são e salvo. Torcer para que naquele carro da auto-escola logo a frente esteja um futuro motorista consciente que sabe que a seta não é um apenas um acessório do carro, que os órgão competentes parem de fazer campanha e comece a fazer (aliais, terminar ao menos) obras para melhorar isso que chamo de transito e claro um bom cd, afinal uma musica pra passar o tempo não é nada mau.

E lembre-se: contar até dez e mostrar o dedo não basta, ao invés de mostrar seu vasto vocabulário de palavrões mostre que você sabe sinalizar antes de entrar em uma rua ou na frente de outro veículo.

Poliana Zaníni

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os delírios musicais da “Pequena Augusta”

Quem lê o titulo desta reportagem pode pensar que irei escrever sobre alguma banda de rock, mas irei falar nada mais nada menos do que a tão ‘popular’ Calçada da Fama(mas gostei da idéia de nome pra banda, me pareceu sonoramente agradável), ou seja, a Avenida Pinheiro Machado, mais precisamente entre as ruas Presidente Dutra e Gonçalves Dias.

Mas você deve estar pensando “que diabos tem haver essa pequena Augusta com isso?”, calma, não criemos pânico! Isso tudo se iniciou em um fim de tarde, no famoso happy hour com amigos em um dos bares da tal calçada.

Sentados ali, olhando o movimento passar e apreciando uma cervejinha gelada em meio ao calor insano de nossa região, eu e uma amiga, conversávamos sobre o incrível movimento dos bares em pleno domingo. Então começamos a relembrar de nossas vidas longe daqui, ela em São Paulo e eu em Curitiba, e lamentamos durante horas por não termos mais tantas opções de bares ou baladas para freqüentar. E foi em meio a todo este lamento que surgiu o nome da famosa Rua Augusta, que se localiza em São Paulo, conhecida por sua incrível diversidade de bares, música, pessoas, e porque não relatar também, por suas ‘putas’. Foi então que ela disse “essa é nossa pequena Augusta”.

Sim, para aqueles que aqui vivem, quando o assunto é ‘balada’, a Avenida Pinheiro Machado é a opção que encontram, é onde a maioria dos bares da cidade se localiza e que as pessoas ‘descoladas’ freqüentam. De segunda a segunda você poderá encontrar ao menos um dos bares abertos, e a cada dia um estilo musical diferente. Foi ali, em uma noite qualquer que decidi me aventurar e observar o que realmente acontece naquele lugar.

Primeiramente, procurei um local estratégico, onde poderia ver o que se passava nas duas principais quadras daquela avenida. Sentei em um dos bares onde poderia curtir o som e não pagar couver (que fique claro que não tenho nada contra em pagar couver, afinal é o meio que o artista tem para ganhar uns trocados na noite, mas os valores estão cada vez mais altos, e sei que todo aquele dinheiro arrecadado não vai pro musico). Cerveja gelada, preço razoável, e cigarro caríssimo, foi quando decidi comprar cigarros que surgiu o primeiro questionamento da noite, se em muitas cidades a Lei que penaliza quem fuma ou permite fumantes nos locais fechados já está em vigor, isso faria com que os fumantes consumissem menos cigarros na noite, o que possivelmente faria as vendas do mesmo diminuir, pois sei que fumantes consomem mais cigarros quando estão bebendo, então porque as indústrias do tabaco teimam em subir absurdamente seus preços? Ainda não encontrei uma resposta, mas o questionamento martela em minha mente sempre que vou comprar o maldito cigarro.

Mas voltando ao bar. É incrível como você não repara nas coisas que estão ao seu redor quando é mais um na multidão. Se parar para prestar a atenção nos fatos e não nos gatos, você percebe que aquele lugar deveria se chamar “Passarela dos Desesperados por Atenção”, e a primeira coisa que identifiquei foi o ridículo desfile automobilístico que trava todo o transito da Presidente Dutra. Se antes os jovens colocavam películas negras no vidro dos carros, hoje eles querem toda a transparência possível, para que as moças disponíveis os vejam desfilar no carrão do papai. Pois alguns que ali passam, nem idade para dirigir deve ter.

Com o trânsito parado e caótico, as buzinas e o aglomerado de som começam. É funk, sertanejo, hip hop, brega, enfim, uma variedade musical infinita e inaudível. O que para mim parecia ser uma possível noite de diversão começou a se transformar em um pequeno inferno sonoro. E nessa hora eu dei graças a Deus por não pagar couver, pois quem precisa dele quando na rua os famosos ‘playboys’ param seus carros com sons de ultima geração pra tocar musicas em volume ensurdecedor e proibido pela policia ambiental (que por acaso, passa ali de vez em quando, mas ao invés de enquadrar tais pessoas de gosto musicais duvidosos, prefere enquadrar os pobres músicos que estão tentando ganhar o pão).

Minha cabeça já doía e eu mal podia ouvir meus pensamentos ou o que meus amigos falavam, tínhamos de gritar uns com os outros para poder simplesmente conversar. Voltei à atenção novamente para a rua, da qual o transito não fluía e as pessoas desfilavam de um lado para o outro, principalmente as meninas, encima de seus sapatos de marca, trajando roupas cada vez menores, por um segundo passou pela minha cabeça a imagem de um açougue, onde pedaços de carne eram expostos esperando serem escolhidos e levados para casa. Foi quando uma amiga me tirou do transe para comentar o quão ridículo as pessoas eram e da falta de bom senso, para ver uma moça usando uma calça tão justa que para entrar nela eu teria de me besuntar em óleo, sem contar a blusa colada que marcava as gordurinhas a mais que lhe pulavam da tal calça.

Foi então que meu senso crítico de moda entrou em ação, depois de algumas cervejas eu me acho a Gloria Kalil e fico observando o visual de todos que passam, como uma revista de certo e errado. Eu não sou ninguém para julgar alguém, mas acho um ótimo passatempo, tendo em vista que sei que as pessoas falam de mim e me tacham de ‘bonequinha esquisitinha’ por ai, me sinto a pessoa mais normal do mundo quando passo a analisar outras, no maximo estou na cidade errada. Quanto ao comentário acima sobre a gordurinha da moça, não é questão de peso, é questão de servir na roupa, e mesmo assim, é incrível saber que no final da noite possivelmente ela sairá acompanhada e eu não.

Isso me faz perceber o quão parecida é a Pequena Augusta com a Avenida Augusta, pois temos a diversidade de bares, cada um com sua temática e preços diferentes; a variedade sonora (inclusive nos bares, pois em cada um deles você pode ouvir um som diferente, o que te faz, no final das contas não ouvir nada) e a mistura social, pois ali você encontra desde playboys aos famosos ‘manos’. Só não posso dizer que temos as famosas ‘putas’, pois as verdadeiras profissionais do ramo se encontram em outro local da cidade, mas há as que agem como tal e não cobram nada por seus serviços, basta ter carro que você leva. Não é mais divertido do que o bairro da Luz Vermelha?

Depois de uma hora sentada ali eu já estava de saco cheio, já colecionávamos garrafas de cerveja, e mesmo com o pouco de dinheiro que restava em nossas carteiras, poderíamos encarar o pub mais badalado de toda Porto Velho, que por acaso não se localiza na “Calçada da Fama”.

Poliana Zanini.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Medo e Delírio na D-13





No dia 28 de abril, o professor Marco Bonito chegou à sala com uma novidade sobre nosso, até então, trabalho proposto, a criação de um blog (já que a matéria dada pelo mesmo é webjornalismo nada mais justo que praticar com alguma ferramenta da web) com o tema de nosso futuro Trabalho de Conclusão de Curso. Como se não bastasse todo meu temor em ter de decidir prematuramente sobre o tal assunto (mesmo podendo depois mudar o tema quando eu chegar no 7º período), agora teríamos de criar uma revista digital, com editorias e mais, textos “linkados”.




O assunto escolhido, ou melhor ‘dado’ a mim, foi Jornalismo Gonzo. Perdida sem saber se me dedicaria ao Jornalismo Musical e Jornalismo Cultural, eis que o mestre me ilumina o fim do túnel com o tal desconhecido tema: Jornalismo Gonzo.


Para aqueles que desconhecem o termo como eu desconhecia vou resumir, se o Novo Jornalismo ou o Jornalismo literário eram uma revolução nos anos 60, o Jornalismo Gonzo foi a radicalização de ambos. Enquanto os dois primeiros tentavam buscar certa “imparcialidade” das matérias ainda com o uso da terceira pessoa, o Gonzo escancarava e deixava tudo as claras, como diria minha avó, “em pratos limpos”.




Segundo o gonzo jornalista André Julião, “o correto é dizer que o repórter gonzo altera o objeto de sua reportagem da mesma forma que o objeto altera o próprio repórter.”


A essência Gonzo é relatar as sensações do fato que o repórter vivencia e não só o que ele observou, ele pode interferir criando um vínculo com o leitor, o texto irá refletir o que o autor pensa e sente.




O gonzo nasceu meio que “acidentalmente”, quando Hunter Thompson escreveu um artigo chamado “O Kentucky Derby é decadente e depravado”, e seu amigo Bill Cardoso, também jornalista lhe escreveu dizendo: “Eu não sei que porra você esta fazendo, mas você mudou tudo. É totalmente Gonzo.”




Diferente do que vocês estão imaginando, Gonzo não tem nada haver com o personagem azul e narigudo do Muppets, e sim com uma gíria franco-canadense gonzeaux, que significa algo como “caminho iluminado”. E foi no auge da contracultura americana que Hunter Thompson recebe o título de “pai” do Jornalismo Gonzo.




Thompson define o Gonzo como “um estilo de ‘reportagem’ baseada na idéia de William Faulkner de que a melhor ficção é muito mais verdadeira que qualquer tipo de jornalismo – e os melhores jornalistas sempre souberam disso.”




Isso não quer dizer que a ficção será necessariamente ‘mais verdadeira’ que o Jornalismo em si (ou vice versa), até porque muitos ainda não conseguiram distinguir a ficção da realidade nos textos de Thompson.




As maiores obras de Thompson estão catalogadas em uma série de livros intitulados “Medo e Delírio”, uma de suas maiores obras que até mesmo se transformou em filme foi “Medo e Delírio em Las Vegas”, traduzido para português (de forma precária) como ‘Las Vegas na Cabeça’ nos anos 80 e depois a editora Conrad o traduziu com o título original, mas sua tradução ainda deixa a desejar.




A narrativa Gonzo, como já foi dito, se mistura ao Novo Jornalismo, Jornalismo Literário (mais a frente saberão um pouco mais sobre este assunto também), sarcasmos e claro a exposição de alguns ‘medos’. A captação de informação para um texto gonzo é totalmente ultraparticipativa, não separando a figura jornalística de sua obra. No gonzo, eu sou o personagem em questão.


Há uma série de situações que devemos nos distanciar do fato e em outros as experiências valerão muito mais, mas isto vocês poderão ver em textos mais a frente.




Para não ficar chato e maçante falarei sobre o que eu devo lhes informar neste tempo em que estaremos juntos.




O que eu gostaria de ter escrito aqui, confesso, era algo totalmente diferente, escrevi diversos textos, mas nenhum parecia se enquadrar no que meu ‘editor-chefe’ esperava da minha humilde pessoa. O que um amigo disse é: “fazer jornalismo gonzo é transformar um evento em algo único, é fazer uma tempestade em um copo d´água, é sentir ódio do mundo, mostrar a realidade nua e crua, enfrentar seus medos.”




Mas quando segui estes conselhos ao pé da letra, percebi que não poderia dizer tudo o que vivenciei, tudo o que eu vi sem ‘magoar’ o ego de alguns colegas.


Mas quem disse que a vida é bela escreve romances, filmes e/ou novelas, porque a realidade pode doer (e MUITO)!




Se hoje não consegui transcrever meus relatos de uma primeira reunião feita para a criação da Revista Digital, intitulada de ‘Infocracia’, nome até que criativo, onde informação e democracia se unem (sei que haverá diversas informações, já a democracia não posso afirmar), depois de um longo ‘Brain Storm’ (que para mim foi algo mais parecido com ‘Brown Storm’, onde surgiram nomes poucos criativos e ainda tive de ouvir a sugestão ‘Ronaldo’, que diabo é Ronaldo?), podem ter certeza que nos próximos textos me sentirei mais a vontade e preparada para relatar esta vivência (sem ofender algum colega com minha visão crítica de tudo), sinceramente penso que será deveras divertido.




Como se não me bastasse o pânico que sinto do tal de TCC, recebi um presente de grego, o cargo de editora do meu editorial, não sei ao certo, mas a antiga editora não se sentiu apta a seguir em frente, pois está cheia de trabalho e trabalhos para executar então, já que nenhum outro membro aceitou a tarefa (árdua e estressante) e claro meu editor chefe parecia satisfeito com a escolha, (suspeito que ele seja um sádico retraído e vê em mim um objeto de tortura).




Antes eu teria apenas de encerrar esta editoria, agora tenho que ser ‘mãe’ de toda ela, já que meus colegas ainda estão um tanto quanto perdidos.


Isto tudo pode parecer a maior balela, a maior asneira já escrita por uma estudante de jornalismo, mas o que realmente penso (ou melhor, escrevo) é o que sinto em relação à falta de interesse das pessoas em trabalhos de ‘classe’.




Se eu fosse jogar na mega-sena não ganharia um real que gastei, mas na ultima reunião eu constatei que realmente esta será uma guerra de alter-egos, e agora eu estarei mais do que nunca no meio dela, ao menos hoje eu pude compreender a essência real do ‘medo e delírio’.




Poliana Zaníni



*Veja mais fotos em: http://picasaweb.google.com/polizanini/JornalismoGonzo?authkey=Gv1sRgCKS3mPzg0uf-BQ&feat=directlink