
São 18:26, “melhor eu correr se não estou ferrada”, é o que penso todos os dias ao entrar no carro e ir para a faculdade. Estudo na Uniron Campus Mamoré, como o nome do campos já diz, ele fica na Avenida Mamoré, sem dúvida a Avenida mais caótica dessa cidade, mas há cerca de dois anos não era assim, eu saía pouco antes do horário da aula sem me preocupar em enfrentar uma fila imensa de carros que não conseguem se posicionar em uma fila, eram apenas 10 ou 15 minutos entre minha casa e a faculdade, minha maior preocupação era não atropelar um ciclista (ou melhor os donos da Mamoré), hoje tenho que me preocupar com mais ciclistas, motociclistas, c
arros, caminhões e “moto-taxi” (porque estes estão em outro gênero de motorista da qual ainda não consegui encontrar classificação).
Ah! Não posso me esquecer dos retrovisores do meu carro, que sofrem com a falta de piedade dos motociclistas e moto-taxistas.
Quando as famosas Usinas chegaram na cidade, pensei “poxa, agora é a hora da evolução”, porém, a cidade inflou, a economia começou a girar, o fluxo de carros cresceu, a SAGA não para de fazer promoções baseada no filme “300” mas uma coisa continuou com a mentalidade de cidade pequena, o DETRAN, ta não posso culpa-lo, pois sei que eles culparão a prefeitura, que irá culpar o governo que depois vai culpar o governo federal, e por ai vai, bola de neve sem fim, como sempre, mas com toda essa ‘historia’
acontecendo agente espera que as coisas comecem a melhorar, e não a piorar, muita gente reclama do transito de São Paulo, ta certo, lá o congestionamento não é só de 30 minutos, mas ao menos a cidade é sinalizada, cheia de placas, e aqui? (como é que os trabalhadores de fora dirigem nessa cidade sem placas?), tudo que vejo é pintarem meio-fio de branco, e maravilha!
Então vamos recapiar as ruas, t
ampa buracos, abrir novos caminhos, obras, obras, afinal é tempo de eleição, que beleza! Que beleza!? Obras paradas, obras atrasadas ou no melhor estilo ‘tampar o sol com a peneira’ como na Avenida Vieira Caúla, só pra fazer uns moradores felizes. Avenida Mamoré, onde trafegam milhares de carros, bicicletas, motos, caminhões, seria duplicada. SERIA, pois tudo que eu vejo no caminho é buraco, abrem um buraco, fingem que fazem algo, jogam uma terrinha de qualquer jeito, e os motoristas que se danem, afinal, ninguém reclama de nada mesmo não é?

E é nessa Avenida que eu e alunos como Rafael Paulo passam todos os dias para chegar a faculdade que é o meu caminho e de muitos outros que vão pra faculdade. Ele segue da Avenida Calama até a Mamoré, antes esse trajeto era de 15 minutos, hoje é o dobro, pra amenizar o caos, foram colocados uma série de semáforos de quatro tempos, ou seja, como meu pai diz, serviço de porco.
Outro trajeto (que eu não ouso utilizar para ir) é a BR-364, que devido a uma obra do PAC está visivelmente empacada, os viadutos que estão sendo construídos ali para facilitar o transito da rodovia que atravessa a cidade, por hora não ajudou em nada, os desvios são confusos, e como há guarda de reio que divide a BR, quem utiliza esse caminho, tem que passar cerca de um kilometro da faculdade para poder

fazer o retorno. Quelli Cristina aluna da Uniron que abordei no corredor, me contou que antes levava 15 minutos da Zona Sul até a faculdade por este caminho, hoje leva pelo menos 30 minutos, e acredita que mesmo com os viadutos, a tendência é piorar. Se você já acha isso um pesadelo, imagine pegar um ônibus? Você não vem dirigindo estressado, mas vem apertadinho e sentindo aquele aroma ‘delicioso’ de operário.
Seja qual for o caminho, sempre parecerá “um beco sem saída”. O negocio é ter fé! Fé que seu carro, moto ou qualquer outro veículo que utilize volte são e salvo. Torcer para que naquele carro da auto-escola logo a frente esteja um futuro motorista consciente que sabe que a seta não é um apenas um acessório do carro, que os órgão competentes parem de fazer campanha e comece a fazer (aliais, terminar ao menos) obras para melhorar isso que chamo de transito e claro um bom cd, afinal uma musica pra passar o tempo não é nada mau.
E lembre-se: contar até dez e mostrar o dedo não basta, ao invés de mostrar seu vasto vocabulário de palavrões mostre que você sabe sinalizar antes de entrar em uma rua ou na frente de outro veículo.
Poliana Zaníni